Pois bem, na minha primeiríssima postagem no universo dos blogues, ia eu lançado para colocar um quadro o Jack Vettriano e para escrever algo relacionado com essa imagem, quando vi que a Ritta Von Pirate se havia adiantado…há coisas estranhas nesta vida de pirata, vida marginal, às vezes parece que partilhamos uma consciência comum…
Mas mesmo assim, e aproveitando as imagens, cá vai…
Eu queria que a minha vida fosse como um destes quadros, com música ambiente e tudo. Mulheres lindas, cenários cinematográficos, sedução, dança, flirts e provocações, cigarros em ambientes fechados… como eu queria que fosse assim…com aquela luminosidade característica…sempre parado, e o tempo não passaria…e eu estaria lá, imortalizado. E tento, por vezes estou lá, e sabe tão bem.
Mas não é assim.
A vida não é um quadro, a iluminação na vida não é de cinema e mesmo que queira contribuir para a eficiência energética as lâmpadas económicas não me satisfazem…dão pouca luz e não consigo uma luz ideal…já não se pode fumar em lado nenhum…a sedução, as danças e os flirts passam e não ficam; e as provocações têm mesmo de ser tão boas como nos quadros do Vettriano, senão, não me sinto provocado. A banalidade dá cabo de mim.
E perguntam-me:
- What’s the point?
E eu respondo:
- Vivo mais numa hora a ouvir uma boa música e olhar para um ou dois quadros destes do que em dez horas na “vida real”. E quem insistir, e quem gostar, e quem passe a viver assim, torna-se um pirata.
Hum???
Sem comentários:
Enviar um comentário